quinta-feira, 12 de junho de 2008

Indios do Pantanal

Índios do Pantanal

Quando do descobrimento do Brasil a população indígena girava em torno de 2 a 5 milhões, mas agora, segundo a FUNAI (Fundação Nacional do Índio) está por volta de 220 mil.
Assim como no resto do Brasil, a população indígena do Pantanal também é muito reduzida. Abaixo um resumo dos principais povos:
Paiaguá: hoje extintos e sem registro de descendentes. Lutaram muito contra os portugueses.
Guaikuru: junto com os Paiaguá resistiram muito aos colonizadores portugueses. A partir do século XVIII, chamou-se guaikuru todos os indígenas do Chaco que compartilhavam sua língua.
Guató: foram considerados extintos até que em 1977 foi reconhecido um grupo na ilha Bela Vista do Norte. Eles vivem no pantanal dispersos ao longo dos rios Paraguai, São Lourenço e Capivara no município de Corumbá. Segundo a FUNAI em 1989 eram 382 índios.
Bororo: dividem-se em Bororo Ocidentais, que viviam na margem leste do rio Paraguai, foram extintos no final do século XIX; Bororo Orientais viviam na Bolívia a oeste, ao rio Araguaia a leste, do rio das Mortes ao norte ao rio Taquari ao sul. Os primeiros eram amigáveis e o segundo indomináveis.
Paresi: eram pacíficos e foram escravos dos bandeirantes. Viviam no planalto do Mato grosso.
Kadiweu: descendentes dos Guaikuru.
Terena: agricultores.
Chamacoco: caçadores e pescadores.

Oca Guató


When Brazil was colonized the indigenous population in the country was between 2 to 5 million but now according with FUNAI is about 220,000.
The Indian population in Pantanal is very small, like the other areas of Brazil. Below a summary of the most important populations:
Paiaguá: extinct and no descendents. Struggled against the Portuguese people.
Guaikuru: Strived together with Paiaguá against the Portuguese. Since XVIII century every Indian of the Chaco was called Guaikuru.
Guató: in 1977 they were considered extinct but a group in Bela Vista do Norte was admitted. Now the live dispersed in Corumbá City close to the Paraguai River, São Lourenço River and Capivara River. According with FUNAI, was 382 people in 1989.
Bororo: they are separate in East Bororo, that lived in the right side of the Paraguai River and are extinct; West Bororo that lived in the west of Bolivia to the Araguaia River in the east and Mortes River and Taquari River to the south. The former was friendly and the latter aggressive.
Paresi: were peaceful and were slaves of the Portuguese people. Lived in the high areas of Mato Grosso state.
Kadiweu: descendents of Guaikuru.
Terena: agriculturist.
Chamacoco: hunters and fishers.

terça-feira, 10 de junho de 2008

PESQUISADORES CONSEGUEM FEITO INÉDITO!!!!

Pesquisa e Conservação da Anta Brasileira no Pantanal




Pela primeira vez na história da pesquisa e conservação de vida silvestre, uma anta foi capturada e equipada com rádio colar no Pantanal. Pesquisadora do IPÊ e sua equipe comemoram conquista que marca o início de um grande programa de conservação da espécie na região!


O IPÊ - Instituto de Pesquisas Ecológicas -, uma das maiores ONGs ambientalistas do Brasil, com atividades desenvolvidas em cinco regiões do país, está iniciando um programa de pesquisa e conservação da Anta Brasileira no Pantanal. Este programa faz parte da Iniciativa Nacional de Conservação da Anta Brasileira, coordenada pela pesquisadora Patrícia Medici.

O animal capturado essa semana é uma fêmea adulta batizada de MIRETA. Segundo Patrícia, a captura foi muito bem sucedida. "Correu tudo bem, graças à larga experiência da nossa equipe, sobretudo dos veterinários Paulo Rogerio Mangini e Joares May Jr. O animal foi equipado com rádio-colar transmissor de sinais e amostras de material biológico foram coletadas e encaminhadas para análises de genética e epidemiologia".

Essa primeira campanha de captura no Pantanal está sendo realizada na Pousada Xaraés e Fazenda Nossa Senhora do Carmo, no Pantanal do Abobral, a primeira área de estudo do Programa Anta Pantanal selecionada neste bioma. A Pousada Xaraés é parceira da Iniciativa Nacional de Conservação da Anta Brasileira e tem provido suporte fundamental para a realização das atividades da equipe na região do Pantanal. A equipe está na pousada desde o dia 26 de maio e permanecerá até 15 de Junho. Será uma longa campanha de captura.


Algumas semanas atrás, foram construídas três armadilhas de caixa tipo curral, a mesma que a pesquisadora utilizava no Programa Anta Mata Atlântica no Pontal do Paranapanema, interior de São Paulo, onde pesquisou a espécie por 12 anos. As armadilhas estarão abertas durante estas três semanas, mas levam tempo para funcionar. "Enquanto isso, temos tentado uma estratégia de encontrar locais freqüentados pelas antas, áreas estas que temos utilizado para explorações e esperas noturnas e tem funcionado."


Abaixo, mais informações sobre a anta, a pesquisadora, o IPÊ e a Pousada Xaraés:


Mais sobre a Espécie
A anta (Tapirus terrestris) apresenta funções ecológicas extremamente importantes. A extinção local ou declínio populacional dessa espécie pode desencadear uma série de efeitos adversos nos ecossistemas e biomas por ela habitados, desestabilizando alguns processos ecológicos chave e comprometendo a integridade e biodiversidade do habitat em longo-prazo.

A espécie brasileira encontra-se atualmente listada pela União Internacional para a Conservação da Natureza como "Vulnerável à Extinção". Apesar de não constar da lista nacional de espécies ameaçadas, nos Estados de Minas Gerais e Rio Grande do Sul está registrada como "Criticamente Ameaçada" e nos Estados do Paraná, São Paulo, Espírito Santo e Rio de Janeiro na categoria de "Em Perigo", sendo que no Município do Rio de Janeiro é considerada como "Extinta".


Mais sobre a Pesquisadora
Nascida em São Caetano do Sul, São Paulo, Patrícia Medici é Engenheira Florestal pela Escola Superior de Agricultura 'Luiz de Queiroz', Universidade de São Paulo (USP); Mestre em Ecologia, Conservação e Manejo de Vida Silvestre pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG); e faz doutorado no Durrell Institute for Conservation and Ecology (DICE), pela Universidade de Kent, Inglaterra.

Desde 1996, ela coordena o Projeto Anta do Instituto de Pesquisas Ecológicas (IPÊ), uma pesquisa de longo prazo na região do Pontal do Paranapanema (SP), São Paulo, incluindo os 35 mil hectares do Parque Estadual Morro do Diabo e os fragmentos de Mata Atlântica de seu entorno. Nessas áreas, a equipe liderada pela pesquisadora descreveu e mapeou as principais rotas de dispersão natural da anta e agora usa as informações para construir corredores de biodiversidade, reconectando os fragmentos florestais. Além disso, a equipe avalia e monitora o estado genético e de saúde das populações de anta e aprimora técnicas de campo necessárias para obtenção de dados sobre os animais. Tais estudos permitiram traçar um Plano de Ação Regional para a conservação da espécie na Mata Atlântica.

Há 8 anos, Patrícia também preside o Grupo de Especialistas em Antas (Tapir Specialist Group - TSG) da Comissão de Sobrevivência de Espécies (Species Survival Commission - SSC) da União Mundial para a Conservação da Natureza (The International Union for the Conservation of Nature - IUCN), que reúne mais de 100 conservacionistas de 27 países, envolvidos com a conservação das 4 espécies de antas existentes: anta-brasileira (Tapirus terrestris), anta-andina (Tapirus pinchaque), anta-centroamericana (Tapirus bairdii) e anta-malaia (Tapirus indicus). Esse ano, Patrícia recebeu dois prêmios internacionais de grande relevância como reconhecimento por seu trabalho. Mais informações no site http://www.tapir.org/


Mais sobre o IPÊ
O IPÊ é considerado a terceira maior ONG ambientalista do Brasil, possui título de OSCIP e tem sede em Nazaré Paulista (SP). O instituto começou com o Projeto Mico-Leão-Preto e hoje conta com mais de 100 profissionais trabalhando em cerca de 30 projetos espalhados pelo Brasil.

Nos locais onde atua, a organização adota o modelo IPÊ de Conservação, um modelo de ação integrado que inclui pesquisa de espécies ameaçadas, educação ambiental, restauração de hábitats, envolvimento comunitário e desenvolvimento sustentável, conservação da paisagem e envolvimento em políticas públicas. Um de seus objetivos é conservar a biodiversidade respeitando as tradições das comunidades do entorno dos locais a serem protegidos e onde são realizadas as pesquisas do IPÊ.

Mais informações sobre o IPÊ no site http://www.ipe.org.br/

Telefone/FAX em Nazaré Paulista: (11) 4597-1327 (Ramal 6)
Celular: (11) 7144-1103


Mais sobre a Pousada Xaraés
Distante 340 quilômetros da capital do Estado do Mato Grosso do Sul, Campo Grande, e localizada em uma das regiões geográficas mais belas do Pantanal, o Pantanal do Abobral banhado pelo Rio Abobral, está a Pousada Xaraés, uma fazenda de pecuária de corte com cerca de 1.500 cabeças de gado com área de 4.200 hectares. A fazenda, antigamente de propriedade de empresários corumbaenses e denominada Hotel Fazenda Xaraés, foi adquirida por empresários portugueses em 2001 e transformada na Pousada Xaraés, com suas instalações totalmente remodeladas e ampliadas.

A Pousada Xaraés é parceira do Programa Pantanal da Iniciativa Nacional de Conservação da Anta Brasileira do IPÊ - Instituto de Pesquisas Ecológicas. A Pousada Xaraés e Programa Anta Pantanal trabalham em parceria em um programa de Turismo Científico focado na anta e no bioma Pantanal.

Mais informações sobre a Pousada Xaraés no site http://www.xaraes.com.br/

sábado, 7 de junho de 2008

Bicho do Mês – Víbora do Pantanal (Dracaena paraguayensis)

Bicho do Mês – Víbora do Pantanal (Dracaena paraguayensis)




Vive em terra firme, podendo ficar submerso ou no alto de árvores (Obs. própria). Utiliza a água como refúgio e para descansar entra em buracos ou cupinzeiros. Não é venenoso.

Animal of the month – Cayman Lizard (Dracaena paraguayensis)

Lives on the ground but can stay under the water or on the trees. Water is a refuge and to rest uses holes in the ground or termite nests. It is not poisoness.

quinta-feira, 5 de junho de 2008

PESQUISADORES DO PROJETO ANTA PANTANEIRA NA XARAÉS


Os trabalhos com a anta (Tapirus terrestris) começaram na Xaraés e a esperamos um grande sucesso aos nossos intrépidos pesquisadores. É um trabalho de longo prazo e exigirá muita paciência e insistência.



The work with tapir (Tapirus terrestris) started in Xaraés and we expect success to the intrepid researchers. This is a long term work and will demand pacience and insistence.

terça-feira, 27 de maio de 2008

Cuíca é vista durante focagem noturna!!


Essa semana, durante uma focagem noturna pelo Rio Abobral este exemplar de Cuíca (Philander sp.) foi avistado pelos participates da atividade que era monitorada por João.

sábado, 24 de maio de 2008

Jaguatirica é avistada durante passeio!


Essa semana, uma jaguatirica foi avistada por um grupo de hóspedes que estavam com o guia Luis, durante um passeio de barco pelo Rio Abobral!!!!!!!!
Felino ágil, costuma subir em árvores quando acuada ou em busca de comida.
Animal ameaçado de extinção, a jaguatirica era encontrada em todo o Brasil. Seus habitats compreendem as florestas tropicais, a Caatinga, os Cerrados e o Pantanal.
São os maiores gatos-do-mato do Brasil. Assim como a onça, o peso e o tamanho variam conforme o habitat, e o tipo e a quantidade de alimento disponível.
Alimentam-se de pequenos mamíferos como filhotes de veados, pacas, cutias, preás, e pequenas aves. Na carência destes, também preda lagartos, pequenas serpentes, rãs e peixes. Esta dieta flexível é uma característica da jaguatirica. Caçam à noite e durante o dia, costumam dormir em ocos de árvores e grutas.
Outra particularidade observada foi a adaptação deste felino a ambientes degradados, inclusive bem próximos às cidades, onde pode alimentar-se de carniça.
Cada gestação pode variar de 70 a 85 dias (IUCN, 1996) e geralmente nasce apenas um filhote. Seu desmame ocorre entre 8 e 10 semanas e o crescimento é lento.
O perigo de extinção da jaguatirica se deve ao alto valor comercial de sua pele bem como à captura e venda ilegal. O mercado negro era (e ainda é) alimentado pelo costume adotado em muitos países de transformá-la em animal exótico de estimação.
Por seu pequeno porte e pela sua beleza, os pequenos zoológicos (principalmente os clandestinos) encontravam menor dificuldade em mantê-las em cativeiro. Em áreas onde seu habitat natural sofreu a pressão do homem, extingüidas suas presas naturais, passavam a atacar animais domésticos. Para defender suas criações, fazendeiros promoviam a caça indiscriminada ao animal.
No Brasil, sua caça é proibida, apesar do tráfico persistir, principalmente no Nordeste.

Ficha:

Comprimento:
Até 85 cm (cabeça-corpo); comprimento da cauda: até 45

Altura:
40 cm

Peso:
Média de 15 kg

Gestação:
70 dias

Número de filhotes:
De 1 a 3

Longevidade:
20 anos

Hábito Alimentar:
carnívoro; noturno

Alimentação:
Pequenos mamíferos, roedores, aves.


quarta-feira, 14 de maio de 2008

Porque eu gosto do Pantanal?

Por que eu gosto do Pantanal?
(Pessoas da Xaraés resumindo seus sentimentos)

Porque a cheia é muito bonita (Nany).

Why I like Pantanal?
(People of Xaraés in a sentimental abstract)

Because the wetseason is wonderful (Nany).